E...

O ELETRON QUE NÃO INCIDE, NÃO TUNELA.

Estão aqui contidos, partes de momentos amiúde de meus pensamentos tresloucados e absurdamente sentidos; estão aqui, pormenores de indelicadezas e sentimentalismos transformados em letras sofridas, ofendidas ou atacadas e por fim, estão aqui contidos em sua mais ampla definição "o todo falho" do que poderia ser os meus versos humildemente carentes em retalhos de palavras verificadas e consertadas devido a ignorância em mim estabelecida.

(WALDISNEY F. BURGUEIS)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

PSICOLOGIA

Certa vez, numa conversa sobre psicologia, fui mal interpretado quando entenderam que eu falei ser difícil conviver com alguém desse ramo, no entanto, quero deixar bem claro que não considero que os profissionais desta área são pessoas autônomas em mentes humanas ou que são capazes de se comportarem brandamente em quaisquer situações de conflitos; não acho que os psicólogos são “mandões”, que se sentem como os donos da razão ou que somente eles têm as respostas para tudo. Para mim, o psicólogo é acima de tudo um perseguidor. Um perseguidor da verdade e da transparência. Talvez por isso sejam tão caprichosos em seus raciocínios e observações. Se em determinado momento, falei que para mim, não seria interessante conviver com uma mulher com essas “conceituações”, de jeito nenhum considero que as psicólogas são desse tipo. Acontece que tem mulheres que são investigadoras (observadoras) natas: um olhar; um gesto... uma palavra. Isto apenas basta para que seja feita uma análise completa de seu interlocutor. O restante do tempo da conversa é somente para a confirmação do que já está diagnosticado. Por isso, não me incluo no rol dos leigos e confrontadores da psicologia, aliás, considero-me um admirador do curso dessa área, que não serve tão somente para adquirir conhecimento para compreender as emoções e comportamentos humanos, mas também, para ajudar as pessoas predispostas a fazerem isso; ajudá-las com aprofundamentos de diversos conceitos relacionados. Se você não tiver o dom, não adianta.

Posso citar aqui e agora, várias personalidades que considero Psicólogos e que nunca cursaram uma faculdade nesta área, a saber: Jesus Cristo; Elias; Apóstolo Paulo; Sócrates (acho este, um dos maiores); Ghandi; Nelson Mandela e alguns outros. Não basta ter diploma, tem que ter dom, talento, afinidade. Afinal, é uma profissão deveras importante e imprescindível para a nossa atualidade, pois para muitos somos incuráveis no universo do pensar; somos maquiavélicos nos nossos planos egoístas; somos “o não ser” onde todos acham ao contrário; somos um conceito reavaliado cotidianamente, enfim somos o mundo incapaz de compartilhar o amor e edificar as nossas emoções.

Vivemos sobre grande influência de uma concorrência que nos levanta a inevitável dúvida de sabermos se podemos ou não. Então, necessitamos mais do que nunca de pessoas que tenham lido muito a respeito; que tenham conhecimentos técnicos e eficazes para nos repor ou restaurar as emoções confusas, conturbadas ou inexistentes, e até as demasiadas existentes. Precisamos dos psicólogos tão quão precisamos de médicos, engenheiros, contadores, dentistas e policiais (hehehe). Porém, entretanto, sobretudo, é muito complicado conviver com alguém que queira discutir a relação o tempo inteiro e (ou) notemos a avaliação simulada e quase camuflada em seus olhares, sendo agente da Psicologia ou não.

PS: Conheço um “evangélico”, um senhor já de idade, que não sabe sequer, escrever seu nome, mas a sua capacidade de notar os sentimentos, emoções e comportamentos das pessoas que o rodeiam é fantástica. Num simples gesto e com palavras pequenas, ele consegue modificar todo o cenário de um caos, em vida.

Waldisney F. Burgueis

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